Primeiro disco de Carmim agrada por ser produzido e escrito de uma forma peculiar.
Abrindo o projeto com uma canção inspiradora como "SKYLINE", que conta com uma sonoridade obscura e ao mesmo tempo relaxante, com coro de vozes e frases repetitivas, mas que causam efeito e jamais se tornam cansativas, Carmim já inicia acertando e nos deixando ansiosos por mais.
Continuando de onde paramos, e com vigor, temos "Eletroplasma", uma canção muito mais intensa e profunda, com uma letra que soa muito pessoal, uma sonoridade psicodélica e composição carismática, que faz reflexões e você parar para prestar atenção. Digna de uma faixa-título.
"Pluridimensional" é mais calma e novamente temos uma mudança de sonoridade, nada absurdo, e que se encaixa perfeitamente no que vimos do disco até então, conversando com as outras faixas. Os efeitos de "vocoder" presentes na canção tornam a letra mais interessante, que já é naturalmente instigante, bem criativa e irônica.
"Solaris" já tinha sido revelada há pouco tempo, e organizada na tracklist do disco, se desenvolve bem e mantém a qualidade e toda a coerência que já vimos. Os vocais aqui foram mais bem trabalhados, trazendo uma emoção a mais, uma naturalidade, complementando os versos escritos por Venus James. Os sussurros são um bônus agradável.
"Solaris" já tinha sido revelada há pouco tempo, e organizada na tracklist do disco, se desenvolve bem e mantém a qualidade e toda a coerência que já vimos. Os vocais aqui foram mais bem trabalhados, trazendo uma emoção a mais, uma naturalidade, complementando os versos escritos por Venus James. Os sussurros são um bônus agradável.
"Invisibilidade" que foi o primeiro single, soa como uma poesia, uma confissão dramática sobre alguns problemas que a cantora viveu, e além de ser bem feita, também recebeu um clipe tão bom quanto. O único "defeito" talvez seja o excesso de efeitos em alguns trechos, já que a instrumental é mais "clean" e não pede uma produção tão caprichada ou "robótica" assim, mas não é nada que realmente prejudique o resultado final.
"Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios" é uma faixa que apenas pelo seu título consegue despertar o interesse. A sonoridade traz uns toques da sonoridade "Grunge" e Carmim segue nos mostrando que suas composições dificilmente irão decepcionar. A canção é um pouco repetitiva, e o interesse inicial perde sua intensidade ao longo do tempo, fazendo com que a música não carregue o mesmo potencial das demais, mas ainda merece ser ouvida.
"Tons do Ar, Tons do Mar" foi a primeira canção lançada por Carmim, antes de todo o trabalho de divulgação do disco ser iniciada, e como todos sabem, foi aclamada por ser incrível, conceitual na medida certa e inspirada. A sonoridade é a mais experimental do disco, nos passa uma vibe futurista, robótica, e que simultaneamente nos exibe algo humano, uma mistura, uma dualidade interessante. A letra é cheia de autoconfiança. Já a voz, foi manipulada com sucesso, seus timbres e pausas são o que mais chamam atenção aqui (mesmo que alguns backing vocals soem como um mosquito irritante).
"Renascer" se apresenta como uma deliciosa canção mid-tempo, com o mesmo padrão de qualidade de produção e composição, mas aqui temos uma vibe mais apocalíptica, uma instrumental que surpreende em vários pontos, que conversa tão bem com todo o conjunto. É aqui onde também ouvimos menos a voz de Carmim, como uma forma da cantora dizer adeus, já que é o fim do disco.
A experiência final do projeto é muito positiva. Para um primeiro disco, é um passo gigantesco. Carmim é uma produtora competente e ótima compositora. A capa do álbum escolhida anteriormente se mostrava mais interessante, com seus tons esverdeados, embora a final não prejudique ou incomode. Outros detalhes negativos aqui e ali se tornam quase invisíveis se você prestar atenção em tudo de bom que Carmim tem a nos oferecer. E acredite, isso não é pouco.
"Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios" é uma faixa que apenas pelo seu título consegue despertar o interesse. A sonoridade traz uns toques da sonoridade "Grunge" e Carmim segue nos mostrando que suas composições dificilmente irão decepcionar. A canção é um pouco repetitiva, e o interesse inicial perde sua intensidade ao longo do tempo, fazendo com que a música não carregue o mesmo potencial das demais, mas ainda merece ser ouvida.
"Tons do Ar, Tons do Mar" foi a primeira canção lançada por Carmim, antes de todo o trabalho de divulgação do disco ser iniciada, e como todos sabem, foi aclamada por ser incrível, conceitual na medida certa e inspirada. A sonoridade é a mais experimental do disco, nos passa uma vibe futurista, robótica, e que simultaneamente nos exibe algo humano, uma mistura, uma dualidade interessante. A letra é cheia de autoconfiança. Já a voz, foi manipulada com sucesso, seus timbres e pausas são o que mais chamam atenção aqui (mesmo que alguns backing vocals soem como um mosquito irritante).
"Renascer" se apresenta como uma deliciosa canção mid-tempo, com o mesmo padrão de qualidade de produção e composição, mas aqui temos uma vibe mais apocalíptica, uma instrumental que surpreende em vários pontos, que conversa tão bem com todo o conjunto. É aqui onde também ouvimos menos a voz de Carmim, como uma forma da cantora dizer adeus, já que é o fim do disco.
A experiência final do projeto é muito positiva. Para um primeiro disco, é um passo gigantesco. Carmim é uma produtora competente e ótima compositora. A capa do álbum escolhida anteriormente se mostrava mais interessante, com seus tons esverdeados, embora a final não prejudique ou incomode. Outros detalhes negativos aqui e ali se tornam quase invisíveis se você prestar atenção em tudo de bom que Carmim tem a nos oferecer. E acredite, isso não é pouco.

